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domingo, 22 de outubro de 2006

Festa no GP do Brasil: Massa vence, e Alonso é bi
Michael Schumacher rouba a cena e faz corrida brilhante no dia do seu adeus à F-1
22/10


Massa se diz iluminado e afirma que vitória foi fantástica

Essa foi a segunda vez que o brasileiro venceu como profissional na Fórmula 1

Milton Pazzi Jr.



SÃO PAULO - Logo após cruzar a linha de chegada e desfilar pela pista de Interlagos com uma bandeira do Brasil, Felipe Massa afirmou que sentiu uma sensação "indescritível" e que a vitória conquistada em frente aos torcedores brasileiros ficará registrada para sempre em sua memória.

"Este momento é muito especial para mim, pois nunca imaginei vencer uma corrida em casa, com o apoio de todos os torcedores", contou o brasileiro, que conquistou a sua segunda vitória como profissional na Fórmula 1. "Só tenho que agradecer todos aqueles que torceram por mim."
Massa, que utilizou durante toda a prova um macacão personalizado com as cores da bandeira do Brasil, ainda afirmou ser uma pessoa "iluminada". "Mesmo que outras vitórias aconteçam, essa ficará registrada em minha vida, pois é 100% especial."

A emoção de Massa pôde ser sentida pelos diretores da Ferrari, que conversavam com o piloto enquanto ele cruzava a linha de chegada. "Estou com vontade de pular e dançar. Foi incrível. Sem dúvida é a corrida mais fantástica da minha vida", disse o brasileiro.
Assim que desceu do carro, Massa fez questão de se "atirar" sobre os seus companheiros de Ferrari e cumprimentar cada um deles, especialmente o alemão Michael Schumacher, que se aposentou como piloto de Fórmula 1.

Massa ainda contou que lembrou de Senna quando cruzou a linha de chegada e que o trabalho dos mecânicos foi fundamental para acertar a sua Ferrari e deixá-la veloz para a prova. "Meu carro não estava bom na sexta, mas depois de um intenso trabalho conseguimos arrumá-lo."


Fonte: GLOBOESPORTE.COM

SÃO PAULO – Tudo conspirou a favor do torcedor no GP do Brasil de Fórmula 1 neste domingo, a começar pela tarde de sol. Quem foi a Interlagos viu Michael Schumacher (Ferrari) mostrar sua genialidade na última corrida da carreira, ao cair para último e chegar em quarto. Assistiu a Fernando Alonso (Renault) administrar sua imensa vantagem e, com a segunda colocação, ser bicampeão mundial de pilotos. E, o melhor de tudo, acompanhou Felipe Massa conquistar de ponta a ponta sua primeira vitória no país - a comemoração por um triunfo brasileiro em casa não acontecia desde 1993, com Ayrton Senna.

Jenson Button (Honda) completou o pódio, e Rubens Barrichello terminou em sétimo. O espanhol Fernando Alonso terminou o campeonato com 134 pontos na classificação, seguido de Schumi, com, 121, e de Felipe Massa, com 80. O resultado do GP Brasil deu o título por equipes à Renault, com 206 pontos, cinco a mais que a vice-camepã Ferrari, que terminou com 201.

Schumacher dá show no dia do adeus

Antes da largada, Schumacher recebeu uma homenagem e, de quebra, um beijo de Pelé. Após as luzes se apagarem, Massa saiu bem e segurou a primeira colocação. Schumi teve dificuldades, foi espremido, mas ganhou duas posições espetacularmente e pulou de décimo para oitavo. Alonso se manteve em quarto. As duas Williams se atrapalharam e bateram. Nico Rosberg saiu da pista e foi o primeiro a abandonar. Mark Webber parou logo depois.

Mas, na nona volta, ao ultrapassar Giancarlo Fisichella, o heptacampeão teve seu pneu furado e precisou voltar lentamente até os boxes, o que comprometeu sua luta pelo octa. Em último, o alemão pisou fundo novamente, tirando pouco a pouco a diferença para os adversários à sua frente.

No fim, alegria de Massa, de Alonso e da torcida brasileira

Massa fez o primeiro pit stop na 25ª volta, retornando em terceiro e logo recuperando a liderança. Enquanto Alonso fazia uma corrida tranqüila, revezando-se entre a segunda e a terceira posição, Schumacher tirava tudo o que podia da sua Ferrari e, na 36ª volta, já era o oitavo, entrando na zona de pontuação. Nas arquibancadas, a torcida se dividia nos coros de apoio e apupo.

Um pequeno erro o obrigou a ultrapassar Kubica (Sauber) duas vezes. Sem mistério. O último pit stop da carreira do alemão foi perfeito: 7s6. Problemas no carro quase atrapalharam a reação no fim, mas não o impediram de ultrapassar Fisichella e Raikkonen (McLaren). Desta vez, como em 2005, Alonso comemorou por último o merecido bi.

Alegria igual, somente a de Massa, que teve condução perfeita em 71 voltas e foi recepcionado ainda na pista por torcedores eufóricos. Ele empunhou a bandeira, repetindo o gesto de Senna, e foi erguido por Schumacher ao sair do cockpit.

Massa e Alonso serão protagonistas em 2007. Schumi, o detentor dos principais recordes da Fórmula 1, roubou a cena pela última vez para sair dela definitivamente. Vai fazer falta

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